sábado, 30 de abril de 2011

O homem planeja e Deus ri

   É o milagre da vida!

   É ele que me proporciona viver coisas e rumos tão inusitados a cada instante e me ajuda a bailar conforme a melodia. Tão instigantes os rumos, e vou repetir, tão vãos e frágeis os projetos.

   A semana do feriado da Semana Santa foi tão esperado, tão desejado que chegasse logo. Vergonhosamente admito que o esperei muito pela grande semana de folga que teria do trabalho, pois o expediente só alcançava a terça-feira e depois disso o merecido descanso de trabalhar em um cartório cheio de urgências a todo momento. Muito também porque eu iria para a minha casa, minha cama, meus pais e todos os familiares.

   Eu lá toda esperando a provável morgação quando derrepente...

   Bem, sempre fui muito detalhista e enrolada em contar histórias, como tem tempo que não escrevo nada, este post será E N O R M E E E com toda a certeza. rssrsr... Por isso liguei o som, sintonizei uma rádio sertaneja e "braços pra que te quero?"

   Fui pra Goiânia na quarta-feira cedinho, é sempre lindo respirar os ares de lá. Fiz social com tios, primos, irmã, amigos, tudo o que mais gosto na vida! O dia foi produtivo, não vi todos que queria, mas foi muito bom ver ao menos alguns dos que amo tanto. Neste time estavam Nathy, Vitin, Guto, minha irmã, o Taioba, a Rapha, o Gui.

   Na quinta-feira desci pra ivos city pela tarde, aliás, no meio da tarde com aquele sol de rachar. Cheguei em casa passando muito mal e isso não foi novidade nenhuma nos dias seguintes. Tive crises de cólicas impensáveis. Na sexta-feira terminou de 'descer' mais um pouco dos parentes, entre eles a Nathy que fez um pré-diagnóstico de um possível problema na vesícula, mais tarde, já na Real, meu padrinho deu o diagnóstico: cálculo biliar, minha vesícula estava que não podia nem olhar pra ela!! kkkkkkkkkk... depois que passa a gente ri. Pois bem, plena sexta-feira santa, todo mundo entrando na bacalhoada e eu idem. Quase morri de passar mal, coloquei T U D O  para fora pouco tempo depois e nunca mais fui a mesma depois desse dias. kkkkkkkkkkk... não parou mais nada no meu estômago, almocei coisas leves no sábado, voltou; no domingo a mesma coisa, voltava até água, não parava absolutamente nada no meu estômago, eu tava que não podia olhar para nenhum alimento já que sabia que não ia dar certo.

  Voltei para Goiânia no domingo com meus tios, não tinha outro jeito, o caso já estava sério e fiquei preocupada. Quando terminei de fazer a ultrassonografia na segunda-feira o médico já disse: pelo estado em que se encontra já podem procurar o médico de vocês e marcar a cirurgia para as próximas quatro horas. Um dos muitos e minúsculos cálculos biliares da minha vesícula havia migrado e já estava agredindo alguns órgãos, tinha que ser retirado com urgência. Minha mãe ficou louca, coitada. E assim foi, fui consultar o médico da família e a cirurgia já foi marcada para o dia seguinte, me internei e tomei horrores de remédios na veia.  Sim, porque pela boca não descia absolutamente nada desde sexta né! Ah, tenho que contar, o primeiro remédio que tomei na veia junto com o soro eu vomitei também, por aí já tenham noção do estado da coisa.

   Excluindo as dores e a fome absurda, eu estava tranquila e confiante na cirurgia, eu sabia que daria tudo certo, não me preocupei em momento algum, mesmo sendo a primeira vez na vida em que ia me submeter a uma intervenção cirúrgica e, consequentemente, a primeira vez que tomaria a temida anestesia geral. Eu estava em paz com a situação. Só não posso dizer o mesmo da minha mãe, kkkkkkkkkk... acho q meu pai também ficou um pouco tenso. Arrisco dizer que minha irmã também estava tensa. Só eu estive calma o tempo todo. rsrsrs... pra variar um pouco.

   A tensão deles era totalmente compreensível. Na iminência de desenvolver, novamente, uma possível pancreatite e reviver o drama que passei aos sete anos de idade, e o drama maior ainda que acompanhamos quando meu tio também teve a doença por volta de uns oito anos atrás... a tensão era esperada.

   Deu tudo certo! Saí de sala de cirurgia um pouco grog, não falava coisa com coisa, tenho só uns flashes de memória, mas me lembro que estava muito bem humorada. E no final, a cirurgia foi um sucesso. A parte ruim foi perguntar umas cinco vezes - de acordo com a minha irmã, porque só me lembro de perguntar uma vez, para a enfermeira o que eu podia comer! kkkkkkkkkkkkkk... poxa, eu não comia desde sexta-feira praticamente, já estava com dieta zero desde o almoço de domingo. A dieta zero perdurou até a manhã de quarta-feira, quando então pude comer duas petas secas com a boca mais boa do mundo. rsrsrs... Aliás, dieta zero é maldade, não posso desconsiderar os infernais antibióticos e outros milhões de remédios que recebi na veia pela madrugada a dentro das enfermeiras. 

   Recebi visita dos familiares, ligações infinitas dos que estavam longe, a visita toda especial do Kbeção também. Muito Bacana!

   O resto da semana foi consequência da cirurgia, repouso, mais médico e talz.

   Na sexta-feira voltei para o meu domicílio necessário (art. 76 do CCB). Sim, na sexta-feira. Quem diria que eu renunciaria a passar um fds em minha doce gyn. Mas o dever me chama, e eu tinha aula sábado o dia todo, impossível matar aula, não nesta fase de minha vida, afinal, a vida universitária ficou lá atrás né!?!

   E voltar também foi bom. Lar doce lar...

   As aulas foram boas, eu estava um 'caco' de gente, quase dormindo por cima dos braços apoiados com o cotovelo na carteira da sala de aula. E mais uma vez... sobrevivi. =)

   Revi Nanasprings e Flávia - mais uma jornalista. rsrs... joguei conversa fora horrores com a gaúcha e a santa catarinense de noite, rimos bastante.

   AH, demais! Me grita o celular às 5:35h da manhã e adivinhem quem??? Gabriella Torres, a sapequice em pessoa. Acordando é que não era né, indo dormir muito menos, kkkkkkkkk... logo... sim, ela estava levemente alcoolizada. Morri de rir. Tanto tempo que não escutava a voz da minha super amiga. Que saudades da rotina ao seu lado. Que saudades das nossas loucuras inimagináveis, cometidas com tanta satisfação e vontade, e que nos renderam tantas, mas tantas e infinitas gargalhadas. Ops, nos rendeu e ainda nos renderá, não com a mesma frequência talvez, mas ainda existirão. Afinal, pecuária de Goiânia está aí meu amigo. Morro de saudades de você Bibi! EU TE AMO MINHA AMIGA! (chorei)
   Bom, deixando a nostalgia um pouco de lado, fato é que alguns planos feitos anteriormente, e inclusive mencionados em posts anteriores, já não perduram mais, minha cirurgia de retirada da vesícula foi marcada, preciso de férias, preciso resolver umas coisas que ficaram pendentes em gyn - oftalmo e dentista, =/  preciso me mudar e parece que não vai caber tudo em um tempo só. Parece né, mas eu sei que no final dá tudo certo, então vou agir, mas sem afobação, angústia e atropelamentos.

   Vou terminar por aqui. Escrevi o post inteiro ouvindo música sertaneja e neste momento começou "Tocando em frente" com Leonardo e Paula Fernandes. Esta música falar por si mesma. Bela!

"Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz"


Um comentário:

  1. Nanasprings....?

    Que bom q tudo acabou bem, né flor?
    Tô sempre aqui, pra qq coisa q vc precisar.
    Amu tu, tatu
    :)

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